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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A Primeira Profecia de Oliva

Há 77 anos surgiu a primeira profecia. Com bastante tranqüilidade, ela foi entregue a um pisciano que quase conseguiu traduzi-la por completo. Faltava algo, faltava o conhecimento terreno dos aquarianos. Esse pisciano, que o tempo se encarregou de apagar seu nome dos livros, procurou abrigo em Apolenas e foi aceito. Não pela profecia, mas pela sua capacidade, é claro. A profecia na época não passava de um pedaço de papel venerado por loucos, iguais a todas as palavras divinas até que se tornem reais.

A profecia falava de uma espada, chamada Beijo dos deuses. Dizia que o objeto era capaz de mover o mar, controlar os ventos, acordar um vulcão e fazer toda Senna tremer. Um poder dos deuses entregue aos humanos.

As visões da profecia mostraram um bode, com enormes chifres segurando a lâmina com os dentes e logo em seguida, uma fênix arrancava da boca do animal e forjava o cabo da espada com a calda. O bode foi traduzido como um ariano, a espada só poderia ser a mais famosa das lendas e a fênix foi vista como o renascimento humano.

Não demorou para que Nimue¹ Muein fosse encontrada e dito a ela que seria a salvadora da humanidade.  Porém algo deu errado, e a jovem ariana tombou, traída por pessoas em quem mais confiava. Cypius triunfava.

A primeira profecia terminou assim, praticamente esquecida pelo tempo. O farol de luz se apagou e a raça humana continuou sob nuvens carregadas de chuvas sombrias.


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¹ Historiadores Aquarianos ainda não chegaram a um consenso. Uns dizem que Embora a Nimue lendária também seja uma ariana, as duas não são as mesmas. De fato, muitas mães colocaram o nome de Nimue na filha que nasce ariana, esperando que  o nome adquira o poder da lendária maga.
Outros contam que são pessoas idênticas, e que a sabedoria da Árvore da Vida é a eternidade.

sábado, 27 de agosto de 2011

A Árvore da Vida.


Algumas histórias contam que a Mandala foi enterrada em solo sagrado e virou uma árvore. Hoje ela estaria situada no reino de Eixeh, embora nunca tenha sido vista.

Contam que a própria deusa Água regou a árvore e dos frutos nasceu uma raça tão querida aos humanos, os Vanaras.

A Árvore da vida era protegida por duas serpentes, que por vezes comiam os frutos estragados que caíam no chão. Elas se chamavam Ladon e Dragan. As duas viviam enroscadas no tronco da árvore e seus venenos, dizem, traziam sabedoria. Por vezes o veneno caía sobre o solo e pulverizava as frutas que vinham da árvore. Cresceu então o boato de que o fruto também trazia a sabedoria equivalente à dos venenos.

Por anos tentaram enganar as serpentes para roubar os frutos, mas elas eram por demais espertas e ninguém ousava enfrentá-las diretamente devido à força que possuíam.

Nimue – uma ariana conhecida apenas por esse nome – conseguiu a façanha. Por dias esperou, enfrentou chuva e sol, mas descobriu que as serpentes, uma vez ao ano, por 7 minutos, precisavam descansar juntas.

Nesse tempo ela bolou um plano digno de escorpiano, mas precisava de sorte. Por mais 11 anos, esperou calmamente até que durante os minutos que as serpentes dormiam, um fruto estragado caiu. Ela então o arrastou para longe das árvores e esperou as guardiãs acordarem. Quando as duas foram buscar o longínquo fruto, ela se transformou em um pássaro, roubou um dos frutos saudáveis da Árvore da Vida e voou para longe, sem nunca mais ter sido vista.

Hoje apenas histórias voam como areia ao vento e viajantes buscando a sabedoria perecem no gelado continente onde o mito leva.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A disciplina de Capricórnio

Capricórnio (12º dia 22 do ano a 1º dia 20 do ano):
Cidade: Makara

Talvez o signo mais injustiçado e importante do planeta. As pessoas desse signo vivem um dilema eterno entre o servir ou ser servido, sabe que a segunda opção é impossível depois da maldição imposta, mas a mente humana é um labirinto que nem nós mesmos nos encontramos.

O tom negro predomina nas roupas e armaduras dessas pessoas, pois a felicidade há muito os abandonou e não há motivos para sorrir senão de uma verdadeira alegria.

Desde crianças são designados a abdicar de suas vidas para proteger algo ou alguém. Isso acontece mesmo antes de nascer, no ventre da mãe, onde os aquarianos consultando espíritos antigos designam a criança à sua missão em Senna.

São conhecidos assim, como protetores, e o que guardam vale mais do que a própria vida.

A cidade de Makara é calma e segura, ninguém ousa atacá-la, pois qualquer um em sã consciência sabe que precisará algum dia da proteção do capricorniano. Sem mencionar o terreno montanhoso que mantém afastado qualquer exército inimigo.

O local é habitado apenas por mulheres grávidas. Elas permanecem na pequena cidade até o 2º ano de vida do filho, que então é designado para seu destino. Devido a isso, o capricorniano nasce sem conhecer seu pai e sequer lembrar-se direito de sua mãe, onde até mesmo, um retrato lhe é privado. “Todas as lembranças afetivas devem ser esquecidas, devemos nos focar na proteção de quem nos foi designado”.

O pequeno reino de Makara é montanhoso e só é possível chegar até ele utilizando as cabras-peixe. São animais geralmente diurnos capazes de escalarem montanhas até o topo em busca da maior presença do sol. Ficam o dia todo no alto, recebendo todo o calor do deus fogo. Ao entardecer, descem rapidamente, pois a força da lua transforma a calda desses animais em uma forma aquática e por isso, necessitam de água. Dormem a beira do “Rio da Proteção” com a cauda de peixe imersa e o dorso descansando nas gramas.

Quando chove, a travessia só é possível graças a essas cabras-peixe, por isso virou o símbolo dos estandartes capricornianos, representado pela forma noturna do animal.

Alguns capricornianos contam que quando sobem ao lado da cabra-peixe, na montanha mais alta do reino, se pode ouvir a voz de Oliva cantando em seus corações. Devido a essa afirmação, muitos foram perseguidos pelos piscianos, que acabaram com muita violência, minando qualquer chance de comprovar tal lenda. 


Próximo post: Os dias esquecidos!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A luz e treva no coração de Peixes!

Peixes (2º dia 20 do ano a 3º dia 20 do ano):
Cidade: Eixeh

As pessoas nascidas entre o 2º e 3º mês são responsáveis pela tradução das palavras divinas aos humanos. Devido a isso, muitos se aproveitam e traduzem mensagens ao seu próprio benefício. São muito bem vistos na sociedade e gostam bastante de luxo, embora preguem o voto de pobreza.

A cidade sagrada de Eixeh figura entre uma das mais belas do planeta, onde grandes ornamentos banhados em ouro são colocados em frente aos templos, e ao mesmo tempo em que são belos, são gigantescos. Nessas fontes nadam peixes que lembram arco-íris serpenteando a água. São carpas do gelo, os únicos peixes que suportam até mesmo o mais rigoroso inverno. Elas mudam de coloração de acordo com a temperatura da água, quanto mais quente, mais elas adquirem um aspecto avermelhado nas escamas. Quanto mais frio, mais azuladas se mostram.

O reino de Eixeh é longe o mais visitado de todos os reinos. Pessoas fazem promessas de caminhar até o templo que lhes são designados por dias, algumas até prometem fazer essa caminhada de joelhos onde demoram anos para chegar. Para completar, o templo principal localiza-se ao início do continente gelado, onde a temperatura em um inverno não muito rigoroso chega facilmente a -25ºC. Apesar disso tudo, Eixeh é um grande símbolo de esperança humana. Dizem também que os religiosos piscianos conseguem até mesmo conversarem com Oliva. “Oliva conversa conosco”.

Um pisciano geralmente possui bom coração e acredita na libertação humana dos poderes de Cypius sem uma guerra. Não que fujam de batalhas, mas pregam a paz tão pedida pela amada Oliva. Alguns templos permitem a adoração dos quatro primeiros deuses, mas uma maldição poderosa cai sobre aqueles que levantam estátuas dos Wardjans para adoração.

As maldições figuram entre um dos maiores temores das raças de Senna. O pisciano quebra a alma inimiga como se fosse um pedaço fino de vidro, algo assustador para pessoas consideradas tão sagradas.

Nos últimos anos, surgiram doenças espirituais no meio dos campos de batalha. São chagas aplicadas na alma, que causam dores e irritação psicológica. Os únicos que podem curar tais doenças são os Pisicianos, o que levou a muitos acreditarem de que eles são os responsáveis pela criação e destruição de tais doenças.