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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Momantos


Durante todo o ano, mulheres solteiras rezam ao wardjan Vesak por um filho e são atendidas. Não demorou para que ele ganhasse a fama de um ser poderoso da fertilidade e protetor das mulheres grávidas. Vesak nos primeiros dias do ano transforma animais em homens, e desses nascem os momantos, pequenas crianças com características animalescas.

Recentemente uma dúvida brotou nos meios científicos de Senna: Por qual motivo os Momantos não são considerados uma raça distinta dos humanos tal qual elfos, anões, hórus, sjakais, dentre outras?

A resposta está na característica. A ciência de Senna – composta por virginianos e aquarianos – acredita que para uma criatura ser classificada como “nova raça”, deve possuir pensamento próprio, ter o dom da comunicação através de palavras e saber viver em comunidade. É possível observar então muitos centauros, minotauros, Pans, dentre outras criaturas mágicas, que apesar do pensamento individual e do dom da palavra, não conseguem viver em comunidade e perambulam pelas florestas de Senna.

Os Momantos por sua vez, preenchem todos os requisitos, mas falham em apenas um não dito. Essas criaturinhas, abençoadas por Vesak, possuem 80% de características humanas e com isso, continuam sendo... Humanos.

Sofrem muito com o preconceito, já que carregam chifres, penas, cascos nos pés, tão qual a força ou a rapidez do animal que foi escolhido pela mãe. Talvez então, todo esse preconceito venha dessas qualidades, são humanos com características melhores. Um momanto pode percorrer com os olhos grande distância, carregar blocos de 100 quilos, ou chegar a uma velocidade de pouco mais 50 quilômetros por hora.

O homem sempre teve medo do mais forte, e geralmente isso é demonstrado com desdém.

Todos esses sentimentos ruins fizeram inclusive que as oferendas a Vesak diminuíssem, e o wardjan hoje em dia está mais relacionado à proteção dos animais. O número desses humanos com características animalescas tem caído drasticamente em igual.

Essas criaturinhas mantêm as feições de uma criança – ao menos a grande maioria - até o fim de sua vida e para os que superam o medo, conseguem em troca uma grande amizade, provando assim, que tratá-los como humanos é mais justo do que a muitos homens em Senna.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Os temíveis Nóbrios!


Nobrios (também chamados de Nóbrios) são criaturas malignas e generais de Cypius. Humanos que venderam anonimamente sua alma em troca de mais poder.

Dizem que quanto menos favorecido é o humano em batalha, melhor o poder negro é absorvido. Cresceu um boato então de que a maioria dos Nobrios são leoninos, sem reino e sem mais disposição para batalhas.

Essas criaturas são máquinas que representam a morte. Em batalham, aprimoram qualquer um dos cinco sentidos humanos em troca dos outros quatro. É fácil enxergá-los escalando paredes, correndo mais que o normal, ou sentindo o odor da presa a quilômetros de distância.

Contam também que a fonte de poder de Cypius é tão grande que no momento que o humano é chamado de Nóbrio, a energia recebida das trevas brota no rosto das criaturas, queimando o último resquício de humanidade há muito perdida.

É a expressão do medo, capaz de congelar o sangue que corre nas veias até mesmo do mais poderoso elite em Apolenas.

São guardiões das celas dos prisioneiros de Cypius e se já não bastasse toda a habilidade que carregam, são também capazes de desmotivar todo um exercito e aproximar os seguidores do tirano um pouco mais da vitória.

sábado, 27 de agosto de 2011

A Árvore da Vida.


Algumas histórias contam que a Mandala foi enterrada em solo sagrado e virou uma árvore. Hoje ela estaria situada no reino de Eixeh, embora nunca tenha sido vista.

Contam que a própria deusa Água regou a árvore e dos frutos nasceu uma raça tão querida aos humanos, os Vanaras.

A Árvore da vida era protegida por duas serpentes, que por vezes comiam os frutos estragados que caíam no chão. Elas se chamavam Ladon e Dragan. As duas viviam enroscadas no tronco da árvore e seus venenos, dizem, traziam sabedoria. Por vezes o veneno caía sobre o solo e pulverizava as frutas que vinham da árvore. Cresceu então o boato de que o fruto também trazia a sabedoria equivalente à dos venenos.

Por anos tentaram enganar as serpentes para roubar os frutos, mas elas eram por demais espertas e ninguém ousava enfrentá-las diretamente devido à força que possuíam.

Nimue – uma ariana conhecida apenas por esse nome – conseguiu a façanha. Por dias esperou, enfrentou chuva e sol, mas descobriu que as serpentes, uma vez ao ano, por 7 minutos, precisavam descansar juntas.

Nesse tempo ela bolou um plano digno de escorpiano, mas precisava de sorte. Por mais 11 anos, esperou calmamente até que durante os minutos que as serpentes dormiam, um fruto estragado caiu. Ela então o arrastou para longe das árvores e esperou as guardiãs acordarem. Quando as duas foram buscar o longínquo fruto, ela se transformou em um pássaro, roubou um dos frutos saudáveis da Árvore da Vida e voou para longe, sem nunca mais ter sido vista.

Hoje apenas histórias voam como areia ao vento e viajantes buscando a sabedoria perecem no gelado continente onde o mito leva.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

A disciplina de Capricórnio

Capricórnio (12º dia 22 do ano a 1º dia 20 do ano):
Cidade: Makara

Talvez o signo mais injustiçado e importante do planeta. As pessoas desse signo vivem um dilema eterno entre o servir ou ser servido, sabe que a segunda opção é impossível depois da maldição imposta, mas a mente humana é um labirinto que nem nós mesmos nos encontramos.

O tom negro predomina nas roupas e armaduras dessas pessoas, pois a felicidade há muito os abandonou e não há motivos para sorrir senão de uma verdadeira alegria.

Desde crianças são designados a abdicar de suas vidas para proteger algo ou alguém. Isso acontece mesmo antes de nascer, no ventre da mãe, onde os aquarianos consultando espíritos antigos designam a criança à sua missão em Senna.

São conhecidos assim, como protetores, e o que guardam vale mais do que a própria vida.

A cidade de Makara é calma e segura, ninguém ousa atacá-la, pois qualquer um em sã consciência sabe que precisará algum dia da proteção do capricorniano. Sem mencionar o terreno montanhoso que mantém afastado qualquer exército inimigo.

O local é habitado apenas por mulheres grávidas. Elas permanecem na pequena cidade até o 2º ano de vida do filho, que então é designado para seu destino. Devido a isso, o capricorniano nasce sem conhecer seu pai e sequer lembrar-se direito de sua mãe, onde até mesmo, um retrato lhe é privado. “Todas as lembranças afetivas devem ser esquecidas, devemos nos focar na proteção de quem nos foi designado”.

O pequeno reino de Makara é montanhoso e só é possível chegar até ele utilizando as cabras-peixe. São animais geralmente diurnos capazes de escalarem montanhas até o topo em busca da maior presença do sol. Ficam o dia todo no alto, recebendo todo o calor do deus fogo. Ao entardecer, descem rapidamente, pois a força da lua transforma a calda desses animais em uma forma aquática e por isso, necessitam de água. Dormem a beira do “Rio da Proteção” com a cauda de peixe imersa e o dorso descansando nas gramas.

Quando chove, a travessia só é possível graças a essas cabras-peixe, por isso virou o símbolo dos estandartes capricornianos, representado pela forma noturna do animal.

Alguns capricornianos contam que quando sobem ao lado da cabra-peixe, na montanha mais alta do reino, se pode ouvir a voz de Oliva cantando em seus corações. Devido a essa afirmação, muitos foram perseguidos pelos piscianos, que acabaram com muita violência, minando qualquer chance de comprovar tal lenda. 


Próximo post: Os dias esquecidos!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O árduo trabalho dos Virginianos!

Virgem (8º dia 24 ano a 9º dia 22 ano):
Cidade: Velha e Nova Tratos

Vencem na vida através do esforço pessoal e como tudo no mundo, a natureza é responsável pelo sustento das casas. É um dos poucos signos abençoados pelos quatro deuses, assim conta a lenda.

Dizem que ao nascer, a criança virginiana recebe como a primeira respiração, um sopro de ar do deus (ou deusa) que vai guiá-lo por toda a vida. Isso acontece em ritual ao nascimento da criança, onde um aquariano e pisciano avisam aos pais das qualidades do filho.

Dependendo das previsões, um virginiano pode ser agricultor ou construtor. O abençoado pelo deus Terra é capaz de plantar e colher com grande velocidade. Uma magia invisível permite que os alimentos cresçam com grande sabor em um curto espaço de tempo. As casas podem agüentar grandes fenômenos naturais e magias arianas. São os representantes da maior parte da população virginiana.

O abençoado pela deusa Água é capaz da construção de grandes navios e sempre serve de conselheiro para as irrigações do solo dos agricultores.

Os ferreiros são os únicos capazes de trabalhar o acídro¹. Abençoados pelo deus Fogo, forjam armas e armaduras como ninguém entre os humanos.

Os que recebem a proteção do deus Ar são chamados de “domadores” e ganham o poder de domesticar os “Air Dragojs²”

Há também os que recebem a benção dos quatro deuses. São pessoas com inteligência acima da média, que possuem o domínio dos quatro elementos para suas criações. São chamados de alquimistas. Esses virginianos dominam a “tecnomagia³”, e com ajuda dos arianos, criam invenções poderosas e destruidoras, causando grandes estragos nas batalhas. Para ganhar respeito, se isolam em qualquer caverna do continente de fogo, o lugar é quente o bastante para queimar a pele de um ser humano normal, mas não a deles, e geralmente esses virginianos possuem a pele bastante bronzeada. E de lá saem às melhores armas e os avanços científicos da civilização.

As pessoas nascidas sobre a proteção de virgem, são geralmente simples, olhares tristes e cansados, mas nada como uma caneca de hidromel para animá-los. Geralmente estão com a barba por fazer e trajando roupas rústicas, confundindo-se assim com os taurinos: “Para distinguir um virginiano trabalhador de um taurino, basta esperar que eles entrem em suas respectivas casas. O virginiano leva vantagem no tamanho do lugar e na escolha das esposas (isso também vale para as mulheres)”.  


                                                                                                                                   
1 - O metal mais caro e resistente de Senna. responsável pelas armaduras mais belas do planeta.

2 - Animais que possuem duas formas. Em terra, assumem a forma de um cavalo com escamas de dragão. No ar, lembram serpentes com asas de dragão. Suas escamas são cobertas de pelos macios.

3 - É a junção de tecnologia com magia.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Estopim da Guerra Familiar. A Criação da "Beijo dos deuses"

Os elfos tinham olhos e ouvidos por todo o mundo. Cuidavam de Oliva e precisavam de atenção redobrada para a segurança da Ser Suprema, e foi um desses olhares que alertou sobre um perigo que abalaria, e mudaria toda a história de Senna.

Amrod Ciryatan, um elfo de longos cabelos brancos como o leite, e rosto com traços singelos como o de uma jovem, declarou ter escutado em meio às sombras da Torre de Verdugo o plano do irmão de Oliva.

Cypius planejava usar os Wardjans para um terrível ataque contra a irmã. Esperava pegá-la desabilitada e surpreender seus guardiões élficos. Com Oliva fora do caminho, seu Pai teria amor apenas para ele e suas queridas trevas, rejeitadas ao sul. Poderia reinar por todos os continentes, tomaria suas próprias decisões, sem a necessidade de compartilhá-las com alguém, foi tomado pela inveja e egoísmo, sentimentos humanos contido nas sombras que foram libertadas do artefato esférico antes da hora.

Havia apenas um erro no plano de Cypius. Subestimou os novos elfos, que após a traição dos anões, ficaram precavidos e desconfiados. Nem mesmo Oliva escapava dos olhares inquisidores dos guardiões que a protegiam. Amrod Ciryatan cavalgou dias e noites em cima de Anbarr, um belo garanhão, alvo mais que a neve, de pés peludos, que lhe davam a impressão de voar. Galopava mais rápido que qualquer outra montaria, atravessava o mar como se estivesse em terra e nunca se cansava.

Oliva quando soube dos planos de seu irmão, teve consciência que não havia tempo para descansar, nem recuperar suas forças. Conversou com seus guardiões e implorou para que eles libertassem os Anões. E eles, assim fizeram.

Eis que então uma surpresa tomou conta de todos. Aquela raça tão alta e robusta, tinha reduzido-se a criaturas com estaturas baixas e enormes barbas. Era como se o tempo tivesse encarregado de moldar uma nova raça. A princípio, Oliva e os elfos se deram por vencidos na batalha que estava por vir. Como uma raça tão pequenina traria vantagem contra Cypius? Mas ao ver a força que aqueles pequenos homenzinhos possuíam, viram um brilho de vitória cavalgar com seus nomes.

A última ordem entregue do Criador, fez com que os anões ajudassem os elfos e Oliva na batalha. O pequeno povo virou escravo daqueles que traíram e isso permanece até os dias atuais.

Oliva criou um martelo, que diz a lenda, foi forjado pelos quatro deuses com estrelas trazidas do Infinito do Nada. Mas apenas uma pessoa pôde segurá-lo, Lólindir Ciryatan, pai do elfo que escutara os planos malignos de Cypius. Lólindir forjou 5 armas que poderiam mudar o rumo da guerra que estava por vir. Umas dessas armas, chamou-se “Beijo dos deuses”, uma espada que carregava a fúria da natureza em suas lâminas.