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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Os meses, wardjans e estações do ano (parte 2)

Continuando os posts sobre os Wardjans....


Quadrat – 7º mês (31 dias)
Muitos dizem que é um wardjan frio e afastado dos humanos mas, ao mesmo tempo, é um dos que fazem parte da “Tríplice Soberana”, tornando-o o mais confuso dos 14 seres criados por Cypius. O que se tem certeza é de que ele é o mais próximo dos anões. Nesse mês, eles (anões), fazem suas melhores armas para homenagear o poderoso wardjan. Possui aparência semelhante ao dos anões.
Dizem que os sonhos e pesadelos são controlados por Quadrat.
Estação: Verão
Símbolo principal: Triângulo. Os anões nesse mês vestem túnicas com triângulos desenhados. Julga-se então ser esse o símbolo do gigante afastado. 
Representa a confusão, o sono e sonhos, pesadelos, ilusão.

Unducap – 8º mês (31 dias)
É o wardjan mais cruel, e por isso esse mês é tido como o mais sangrento de todos. Toda a raça presente no planeta, incluindo os anões, deve sacrificar ao wardjan, representantes para a experiência e masoquismo do mesmo. Possui a aparência de um carrasco, inclusive com a presença do capuz preto no rosto. O carrasco humano foi inspirado em Unducap.
Estação: Verão
Símbolo principal: Foice. Se tornou por isso uma das armas mais temidas pelos humanos e por isso, proibida entre a raça.
Representa a tempestade invisível no coração das criaturas, o mal, a violência.

Elm – 9º mês (30 dias)
É o mês onde os elfos, como os anões em Quadrat, fazem suas oferendas à wardjan. A mesma possui aparência idêntica ao dos elfos. É a última representante da “Tríplice Soberana”.
Estação: Verão
Símbolo principal: Um círculo. Um elfo adora vangloriar-se de sua imortalidade. por isso nas festas para Elm, vestem túnicas com um círculo, representando a ausência do começo e do fim, a vida eterna.
Representa o céu, a nuvem e a natureza.

Navam – 10º mês (31 dias)
Não há registros sobre esse(a) Wardjan.
Estação: Inverno
Símbolo principal: Sem registros.
Representa: Nada, as criaturas de Senna acreditam que um wardjan ausente, não pode preencher o lugar nos tronos da mesa de Cypius. Alguns , no entanto, o colocam como representante do inverno.

Medin - 11º mês (30 dias)
É o mês onde os Necromantes se retiram para estudar. Ele é o wardjan que guarda o portão do inferno e controla uma das criasturas mais amedrontadoras de Senna. É nessa data que, dizem,  ele libera os espíritos para visitarem e assombrarem os humanos em Senna. É normal nesse mês crianças vestidas de monstros a fim de enganar os espíritos, e passar despercebidas por eles. Esse wardjan possui uma forma fantasmagórica, capaz de assustar até mesmo o mais corajoso dos taurinos.
Estação: Inverno
Símbolo principal: Muito representando por uma caveira, que representa os mortos que ele libera em seu mês. Outras raças preferem usar uma corrente para simbolizá-lo, pois acreditam que ele é um dos responsáveis por acorrenta a alma ao submundo.
Representa o espírito, a lua.

Bak – 12º mês (31 dias)
Mês preferido das crianças, onde todos recebem presentes, que dizem é entregue pelo wardjan Bak. Contam que o mesmo foi visto voando em um trenó, trajando roupas para o frio, em tons de vermelho e branco. Quando uma criança completa 16 anos, ela recebe seu último presente de Bak, uma arma, para ajudar no combate contra Cypius. O mesmo nunca pôde comprovar tal feito, e por isso, o wardjan  permanece com seus 31 dias.
Estação: Inverno
Símbolo principal: Uma árvore com uma estrela na ponta. Representa a vida humana, das raízes quando são bebês, até a ascensão - a estrela - quando recebem as armas e viram guerreiros.
Representa a esperança, as armas, os presentes.

Raeya – 13º mês (30 dias)
13º mês e a primeira wardjan gêmea, cruel e guardiã do continente que Cypius se encontra, onde nenhum homem, elfo, ou qualquer criatura que possua um coração ousa pisar. Como sua irmã, Marannaya, possui a pele branca e cabelos negros que cobrem o olho perdido na batalha contra os membros da “Tríplice Soberana”. Seu corpo é esquelético e assustador.
Estação: Penumbra
Símbolo principal: Uma torre, seu lar e sua vida.
Representa a lealdade, a crueldade.


Marannaya – 14º mês (33 dias)
Dizem que Cypius é apaixonado por ela e por isso recebeu os 2 dias da punição dada a Poson, sendo assim,  a wardjan que possui o mês mais longo. Ela guarda o submundo onde todos os humanos vão, não importa a vida que  tiveram, o destino para todos é o mesmo. Possui uma pele tão alva como a neve, corpo esguio e cabelos longos, negros, que vão até o chão, que como sua irmã, cobrem o olho perdido em batalha.
Estação: Penumbra
Símbolo principal: Tridente. Marannaya governa o submundo sempre com um tridente em mãos.
Representa os mortos, o submundo, a justiça e a paciência.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A derrota na Guerra Familiar

O dia da Guerra Familiar chegou. Reza a lenda que o encontro entre os dois Seres Supremos ocorreu em um agradável campo verde com flores a exalar seus perfumes, hoje conhecido como Vale da derrota. Hoje o belo verde deu lugar à uma neve cinza como um dia nublado. E dizem que há marcas que até hoje queimam na lembrança do terreno e o gelo não pode tocar.
Contam também que elfos, humanos e anões faziam um círculo ao redor de Oliva, demonstrando no rosto uma falsa coragem que só ela mesma podia enxergar.

Os passos das criações de Cypius eram como terremotos e os defensores do norte, no início da batalha temeram, deixaram mostrar no rosto o pavor com o enorme tamanho das criaturas, os wardjans.

Muitos dos elfos do clã das adagas fugiram para as montanhas próximas, deixaram que o medo dominasse, e mais uma vez a raça criada por Oliva se encontrou traída, agora pelo seu próprio povo. A partir desse momento, os que fugiram do campo de batalha foram chamados de Elfos Negros e as adagas banidas das mãos dessa raça, não eram do tipo que guardavam mostras de uma covardia.

Os wardjans avançavam com seus passos largos, e não havia esperanças para o lado de Oliva, mas os remanescentes continuavam firmes, com suas espadas e escudos élficos a brilhar. As armaduras mesmo com a aproximação das sombras ainda reluziam, o trabalho élfico ganhou seu valor. Os anões ajoelhavam-se por não conseguirem manter-se de pé. O ar ficou pesado, os humanos mal conseguiam respirar, tudo estava contra eles.

Um wardjan, com um rosto tão deformado que mais lembrava uma montanha, agarrou enormes pedras e as arremessou contra o exército de Oliva que estava reunido, dispersando-o, diminuindo ainda mais as chances dos humanos. Porém não houve entrega, os seguidores da Ser Suprema lutaram bravamente, não entregaram o mundo sem algumas feridas nos inimigos. Porém a coragem nem sempre vence uma guerra, estavam enfrentando wardjans e um Ser supremo com seus poderes ainda no auge, e foi Cypius que deu a vitória para seu lado, ele ameaçou esmagar todos com o grande poder do sol. Suas mãos ao alto, pareciam trazer o deus fogo para cada vez mais perto, e todos sentiram o calor engolir Senna.

Foi quando Oliva ordenou que seu exército desistisse da luta, pois não poderia haver vitória com tantas matanças, ela se entregou a Cypius que a mantém presa, acorrentada na Torre de Verdugo até os dias atuais.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Criação e Punição

Enquanto os elfos detinham tal esfera, a curiosidade dos anões foi atiçada. Eles seduziram seus companheiros terrestres e roubaram a esfera, depois então, abriram o objeto. No exato momento uma enorme névoa negra como a noite, saiu de dentro artefato e o sol escureceu em pranto pelo que houve.

Essa fumaça estava acabando com o lugar, árvores, flor, toda a cidade dos elfos estava sendo destruída como num piscar de olhos, o desespero era visível às almas de todas as criaturas presentes. Então Oliva interveio enquanto Cypius se encantava com o acontecido. Estava enfeitiçado, apaixonado pela escuridão, mas a ser suprema, sempre tão consciente, abdicando de parte de seu poder, empurrou as trevas para o sul de Senna.

Assim que a fumaça dissipou-se, foi visto o que todos passaram a chamar de humanos. Oliva pensou em por um fim na raça, mas novamente, a voz do Criador interveio.

-Não! Este é meu presente ao planeta e não deve ser destruído jamais. Embora tenham sido acordados precocemente, eles habitarão o planeta como vossas criaturas, e a raça de Cypius será punida pelo que fez.

A voz então soou forte onde até mesmo o lugar mais intocável do planeta pudesse ouvir.

- Vós, criação de minha criação, utilizaram-se da inocência para satisfazerem suas curiosidades e contrariar minha lei. Deverão ser punidos. Ficarão excluídos da luz e deverão carregar o fardo que libertaram em vossas costas. Somente quem, a vós fizestes o mal, deverá libertá-los do castigo, e então vós servireis a eles.

Um raio então cortou o céu e atingiu cada anão que se encontrava em Senna. Eles foram levados para o centro do planeta e deveriam segurar de onde estavam a superfície do mundo, ou seja, todo o lugar onde viviam os elfos, animais e agora, humanos. Somente os elfos seriam capazes de libertá-los algum dia.

------- Sacratu para leigos, biblioteca de Eixeh -------


Próximo Post: Da criação dos Wardjans.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os Primeiros Habitantes

O Criador fez surgir então, dois seres supremos, um com aparência masculina, pele negra e cabelos quase da mesma cor. Possuía olhos vermelhos e um corpo robusto. Quem o viu, conta que sua roupa era tão negra quanto o corpo. Dizem que usava um sobretudo com alguns detalhes em vermelhos. Parecia usar luvas mas grande parte das histórias contadas pelos religiosos colocam garras ao invés de dedos. Foi chamado de Cypius.

O outro ser possuía uma graciosa presença feminina, trajando roupas brancas em seda, que dava uma vaga idéia de que a mesma flutuava. Os longos cabelos negros que cobriam a testa lhe deixavam com um ar misterioso, e os olhos verdes mais pareciam uma vasta floresta, onde qualquer homem adoraria se perder.

Esses seres ficaram encarregados de moldar o planeta como bem entendessem. Construíram árvores, animais, flores, chamaram o planeta de Senna, e o dividiu em 5 estações: Verão, onde o calor tomaria conta; Primavera, o nascimento das flores; Outono, época da colheita; Inverno predominantemente gelado e Umbra, onde haveria total ausência da luz.

Diz a lenda que Umbra é quando o deus Fogo, agora como Sol, resolve se isolar com seu presente vindo Criador, a esposa Lua.

Logo depois os dois tiveram filhos, os cometas, que adoram o Infinito do Nada, e às vezes passam pelo planeta para visitarem seus pais. Porém o que mais de grandioso que os Seres Supremos fizeram foi a modelagem de criaturas que se assemelhavam muito às suas formas.

Cypius criou o que chamou de Anões. Eram altos, fortes e robustos, utilizavam as pedras criadas pelos seres supremos como armas, moldavam tal mineral como ninguém, era uma raça rude, descobriram a fazer uma bebida que tinha como álcool o ingrediente principal e sempre era motivo para bebê-la, seja por uma péssima caçada, para assim fazer chacota a um amigo ou até mesmo uma lâmina quebrada ao tentar forjá-la adicionando um novo tipo de mineral.

Oliva criou os Elfos, eram delicados como ela e amantes da natureza ao redor. Enquanto os anões devastavam o lugar em que moravam, os elfos concertavam, e plantavam. Suas casas eram tão belas quanto seus corpos, que possuíam uma pele delicada e pura como o primeiro orvalho da manhã. Moldavam tão bem os minerais como os anões. As duas criações mantinham o equilíbrio do planeta, renovando-o sempre. Após essas duas criações uma voz surgiu.

-Contemplo vossas criações, tão belas quanto vós próprios. Aqui vos entrego meu presente ao planeta. Só vos peço que o abram apenas na Umbra, onde estarão por completo.

E uma esfera envolvida em duas cores reluzentes foi entregue aos Seres Supremos. Eles decidiram que nas duas primeiras estações, os Elfos cuidariam do tal objeto enquanto os anões ficariam com as outras duas antes do Umbra.

Mas os anões possuíam uma característica pouco conhecida até então. Uma curiosidade alimentada por uma inveja maligna e traiçoeira. Queriam ser os primeiros a cuidarem do tal artefato, e isso talvez, causaria a própria ruína da raça....


------- Sacratu para leigos, biblioteca de Eixeh -------


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